sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O micro Professor

Vai uma bolinha?


Na passada quarta-feira desfez-se um Mito em Liechtenstein. Sempre pensei que o Professor Carlos Queiroz fosse uma espécie de Professor Bambu. Alguém superior, em que a bola de cristal dava lugar à bola de catchum. E esta bola seria perfeitamente domada pelo Professor, conseguindo antecipar as jogadas do adversário, com tácticas ultra super muito à frente, só ao alcance dos Professores e não dos Treinadores.

Para mim, os maus resultados estavam relacionados ou com o relvado mal cortado, ou com o tempo, ou com o calção justo a roçar na virilha, ou com os árbitros, ou com a Carolina Salgado. Nunca com o Professor. Até aqui eram apenas circunstâncias do próprio jogo, e que rapidamente seriam invertidas e transformadas em vitórias consecutivas, rumo ao Mundial de África do Sul.

Imaginava que o Professor pudesse dar tácticas para dentro do campo deste tipo: “Simão, altera para 3-4-3, estica o Losango”, ou então “Bruno Alves, passa curto por fora, fazendo a incursão de baixo para cima”.

Infelizmente havia um microfone junto ao banco de suplentes que apanhou as mensagens lançadas pelo Professor para os seus jogadores: “Épa, joga no Nani que está fresco, porra. Olha o Nani está fresco. Para o Nani que está fresco!!” ou então “Sobe agora, sobe, sobe, sobe, sobe, sobe”. E eu: “Fosgassse. What the fuck?!”. Cai um Mito pelo micro.

Vamos ver o lado positivo: depois de seremos eliminados na fase de qualificação, Queiroz poderá sempre vender gelados nas lindas praias na África do Sul: “Olha ó gelaaaaado fresquinhooo. Tá memo memo fresquiiiiinho, porra!”.

1 comentário:

  1. LOL... muito bem! Acho mesmo que ele tinha futuro nos gelados :P

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